Sim, de facto, mantenho o meu posto de trabalho há um ano e meio (do qual me orgulho bastante, mas só a partir das 09:00, porque até lá, obviamente estou rabugenta - não no sentido visual ou audível da coisa, mas internamente, lá no meu fundo, estou aos berros), e desde então faço o meu percurso de casa ao trabalho com o namorado - que felizmente trabalha comigo - todos os santos dias (exceto fim de semana, e mesmo assim às vezes não me safo). Saio de casa por volta das oito menos dez e chego por volta das oito e vinte à cidade vizinha.
E perguntam vocês: para quê esse mau feitio, pá?
Bom, eu até sou boa pessoa, mas este tráfego deixa-me doida. Reuni portanto, uma compilação das 5 coisas que inevitavelmente me acontecem no caminho de casa para o trabalho:
1. As pessoas que insistem em encostar-se aos carros como se fossem bancos de jardim
Esta é a primeira coisa que me acontece logo de manhã, assim que saio porta fora. Eu moro no "largo dos cafés", e os clientes assíduos adoram encostar aos carros como se de uma esplanada se tratasse. Lá vou eu pedir por favor, e "desculpe o incómodo" que tenho de pegar na mesa de esplanada para fazer uma viagem de meia hora e ir trabalhar.
2. As pessoas que decidem ir em frente para a rotunda quando antes estavam na faixa da direita.
As pessoas que literalmente decidem ir em frente para a rotunda (em vez de a contornarem) quando antes estavam na faixa da direita e um veículo (comigo lá dentro, pois claro) se desloca na faixa da esquerda. Bom, quem conduz sabe perfeitamente a quantidade de vezes que isto nos acontece por dia, e como dizia o outro, "O hábito é filho da preguiça e pai da constância" e dificilmente desaparece.
3. As pessoas que num troço descendente e de duas faixas se mantêm à esquerda a uma velocidade "impraticavelmente" lenta
4. As pessoas que param os carros mesmo à portinha da escola dos miúdos
Em penúltimo (mas não menos importante que as anteriores), as pessoas que param os carros (às vezes em segunda e terceira fila) mesmo à porta das escolas e creches (no meu trajecto passo por três) e que tiram os miúdos pela porta que lhes dá mais jeito - a que está virada para a faixa de rodagem e onde os veículos passam a 20 centímetros de distância. Pais e encarregados de educação: não façam isso.
5. A procura quase interminável de um lugar de estacionamento
Por último, já depois de ter pedido aos senhores do café para se encostarem a outro carro, de ter passado por 15 rotundas onde os carros se metem à nossa frente, de ter mandado uma ou duas buzinadelas e de ter passado pelos pais à porta das escolas com medo de atropelar alguma criatura de meio metro, eis que chegamos à porta do trabalho e temos de encontrar um lugar de estacionamento. Finalmente, e acreditem que trabalho numa cidade nada parecida com Lisboa ou Porto, depois de 15 minutos à procura de um lugar lá o encontro. Ao estacionarmos, com o auxílio imprescindível dos espelhos e às vezes do vizinho, eis que mesmo antes de entrar pela porta do trabalho, dou de caras com uma frase super animadora de um agência funerária com letras néon roxas, "serviço permanente 24h".
Sem comentários:
Enviar um comentário